Uma mistura de praia com mato, surfs e trilhas é o que Itacaré tem

E de repente, só se fala em Itacaré. Quase todo mundo que você conhece esta de mochila pronta para ir para lá. Quem não esta indo parece ter acabado voltar. E você se pergunta: o que e que Itacaré tem?

Itacaré tem, em primeiro lugar, uma preservação ambiental rara de encontrar próximo a cidades de porte médio (no caso, Ilhéus, a 65 km, e Itabuna, a 95 km,) Isso porque, até 98, o acesso não estava asfaltado — o que fez com que a ocupação da orla acontecesse só em Ilhéus. Em segundo lugar, Itacaré tem a seu favor o fato de ter nascido para o turismo já com o selo `eco’ — e atualmente, experimenta um `boom’ de esportes de aventura.

Junte-se a isso a fartura de voos regulares de São Paulo (saindo de Congonhas!), em flagrante contraste com o único voo diário de São Paulo a Porto Seguro, e você entende por que Itacaré começa a desbancar outros destinos do Sul da Bahia no imaginário do paulista descolado.

Antes dos aventureiros, dos ecoturistas e dos… mauricinhos, Itacaré era (e continua sendo) um point de surfistas e suas admiradoras — uma especie de versão baiana de Garopaba. A paisagem é sui generis na Bahia: pequenas prainhas cercadas por densa vegetação de mata atlântica — num astral muito mais para Ubatuba do que para Praia do Forte.

A maioria dessas praias continua selvagem, sem nenhuma estrutura, com acesso controlado pelos donos das fazendas onde estão situadas (você precisa passar por uma porteira e pagar R$ 5 por carro).

A vila é antiga e tem alguns casardes históricos que viraram pousadas e restaurantes. A maioria dos visitantes, no entanto, Pica na Praia da Concha — a primeira ao lado do Centro —, onde existe um loteamento praticamente só de pousadas (a ausência de casas de veraneio de famílias é uma das coisas que atrai a garotada a Itacaré).

As praias da região central atraem surfistas e eventuais ônibus de excursão de Itabuna e Ilhéus (que agora são obrigados a parar longe das praias). Ao sul da cidade ficam as praias ‘particulares’ (com acesso controlado nas porteiras), onde estão instalados os dois hotels mais sofisticados da região (o Txai e o Itacaré Eco Resort).

Vale a pena alugar um carro em Ilhéus — ou mesmo vir com seu próprio carro, nas ferias de verão — para ter móbil idade para ir as praias distantes e a vila quando quiser. (Os hotéis mais caros tem vans que fazem o percurso praia–vila em horários determinados.)

0 auge da muvuca, como em todos os lugares isolados do litoral, acontece nas semanas do Réveillon e do Carnaval. Fora do verão (e mesmo em julho) a vila recobra o sossego de antes da construção da estrada — se tudo o que você quer e andar por trilhas dentro da mata fechada e encontrar praias desertas, vai adorar.